Alessandro Ferroni Tonial

Especialista pela Sociedade Brasileira de Reumatologia

CRM/SC 17.397 – RQE 15.974

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, Alessandro realizou a residência médica em Medicina Interna pelo Hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba (PUC-PR), e em Reumatologia pelo Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC).

Atualmente, é mestrando pelo Instituto de Pesquisas Médicas (IPEM) da Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR) e professor da disciplina de Reumatologia do curso de Medicina na UNOESC de Joaçaba SC.

Alessandro atua na área de Medicina Interna e principalmente na Reumatologia, com foco no tratamento de doenças auto-imunes e doenças inflamatórias músculo-esqueléticas.

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As Doenças Reumatológicas

Artrite Psoriásica

A psoríase é uma doença de pele que acomete cerca de 2% da população mundial, sendo caracterizada pelo aparecimento de lesões avermelhadas e escamosas, que acometem geralmente joelhos, cotovelos e couro cabeludo, apesar de poderem surgir em qualquer local do corpo.

Cerca de 10-15% dos pacientes com esta doença de pele podem apresentar uma forma articular da psoríase, chamada artrite psoriásica. Geralmente, o acometimento de pele tende a anteceder ou acompanhar o acometimento articular, não sendo raro o acometimento das unhas no mesmo paciente.

A genética está envolvida na transmissão da psoríase e da artrite psoriásica, sendo considerada alta a prevalência da mesma doença entre familiares.

O paciente que apresenta a lesão de pele e a artrite está também sob maior risco de apresentar as chamadas entesites, que são inflamações em locais de inserção dos tendões, e que causam dores localizadas principalmente nos calcanhares (por inflamação da fáscia plantar) ou na região dos tendões de aquiles. Ainda, há risco do desenvolvimento de dactilite (também conhecida como dedo em salsicha), além de complicações em coluna e até mesmo acometimento ocular.

A artrite psoriásica sem tratamento pode evoluir para quadros articulares com deformidades graves. Porém, atualizações recentes no tratamento da psoríase trazem uma possibilidade grande de melhora cutânea/articular e menor risco de complicações.

Na presença de lesões cutâneas, histórico familiar, dores articulares, ou dúvidas quanto ao diagnóstico e tratamento da artrite psoriásica, procure o seu médico reumatologista.

Artrite Reumatóide

É a artrite inflamatória sistêmica crônica mais comum, caracterizada por dor, calor, inchaço e rigidez das articulações, predominantemente de pequenas articulações de maneira simétrica. Envolve também tendões e outras estruturas peri-articulares.

Acomete cerca de 0,5 a 1% da população mundial, com predileção pela faixa dos 30 a 50 anos de idade e pelo sexo feminino (3:1).

Seu desenvolvimento está ligado principalmente a fatores genéticos, hormonais e ambientais (tabagismo, infecções).

Apesar da predominância dos sintomas ser articular, a doença deve ser encarada como uma doença inflamatória sistêmica, podendo acorrer também comprometimento pulmonar, ocular, cutâneo e principalmente cardiovascular. Do ponto de vista articular pode ter um alto grau de variações na sua apresentação, variando desde comprometimento leve até casos de maior gravidade com envolvimento de várias articulações.

O tratamento baseia-se no controle e remissão dos sintomas, objetivando ainda baixar os níveis de processo inflamatório sistêmico, que pode ser identificado pelos exames complementares.

Para alcançar a remissão da doença utiliza-se alguns medicamentos chamados de “drogas modificadoras de doença” (DMARD), com destaque para o Metotrexato. Além das drogas sintéticas para casos iniciais e quadro mais leves, existe a terapia chamada terapia biológica, com o uso de medicações injetáveis com mecanismo de ação sobre o sistema imunológico.

Na presença de sintomas articulares de inchaço, rigidez, calor e perda de mobilidade, procure um médico reumatologista para investigação e adequado tratamento, buscando evitar sequelas articulares que podem ser limitantes.

Saiba mais sobre a Artrite Reumatóide

Artrose

A osteoartrite, popularmente conhecida como artrose, é a principal doença osteoarticular do mundo, afetando cerca de 10% dos homens e 18% das mulheres acima de 60 anos. Embora a maioria dos pacientes seja idosa, a doença não é causada apenas pela idade. Existem fatores genéticos, ambientais e até mesmo ocupacionais que podem influenciar no desenvolvimento da doença.

Um grande número das pessoas acima de 60 anos pode apresentar alguns sinais radiográficos da doença, muitas vezes sem sintomas. Fazem parte desses sinais, por exemplo, a presença de “bico de papagaio” e a “joanete”, que são representações radiográficas da doença que possivelmente você já tenha ouvido falar.

Os sintomas mais relatados na artrose são dor, crepitação ou estalo, inchaço, calor e a perda da amplitude de movimento da articulação acometida. Existe uma grande amplitude na intensidade dos sintomas, variando desde leves em alguns casos até intensos o suficiente que possam dificultá-lo de realizar as tarefas diárias ou mesmo os cuidados com a higiene pessoal.

O diagnóstico da artrose é feito pelo médico através da história clínica e exame físico (em geral uma boa consulta médica é o suficiente), além da utilização de exames complementares como uma simples radiografia da articulação acometida. Em alguns casos pode ser necessária a utilização de exames como tomografia e ressonância magnética, porém nem sempre são obrigatórios.

Em relação ao tratamento, o objetivo principal é o alívio dos sintomas e a melhora da qualidade de vida dos pacientes. Diversas medidas não farmacológicas ajudam a minimizar o quadro, como perda de peso, prática de atividade física regular sob supervisão, hidroterapia, fisioterapia, acupuntura, etc… Em relação as medicações, existem algumas substâncias que auxiliam no controle da dor e levam a melhora na funcionalidade, devendo ser escolhidas mediante a avaliação individualizada do paciente. Ainda, em situações específicas o médico pode lançar mão da infiltração articular, que é quando se coloca uma medicação analgésica/anti-inflamatória diretamente dentro da articulação que está com sinais da doença. A infiltração é um procedimento que demanda maiores cuidados, devendo ser realizado apenas por médico especialista, devidamente treinado para isso.

O médico reumatologista é capacitado para dar o diagnóstico e oferecer o melhor tratamento clínico das mais variadas formas de artrose. Portanto, na presença dos sintomas ou na necessidade de ajuste de tratamento, procure o seu reumatologista.

Doença de Behçet

A Doença de Behçet é uma desordem autoimune, pertencente ao grupo das vasculites (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode ocasionar complicações na parede dos vasos afetados.

A doença é mais comum em países como Turquia, China e Japão, onde chega a uma prevalência de 370 casos a cada 100.000 habitantes. No Brasil ainda não há dados concretos da sua prevalência, porém é sabidamente menos comum.

Acomete principalmente adultos jovens, entre 20 e 40 anos de idade, sem distinção entre os sexos.

Os principais sintomas da doença são aftas ou úlceras orais de repetição, geralmente dolorosas, que ocorrem mais de 3 vezes no ano, associadas a úlceras genitais, alterações visuais ou cutâneas. Pode ocorrer ainda acometimento do sistema nervoso central, gastrointestinal, articular e até mesmo tromboses.

O diagnóstico é clínico e necessita acompanhamento reumatológico regular, principalmente pelo risco de complicações e pelo uso de medicações específicas. No tratamento são utilizados imunossupressores, dentre eles o corticoide, azatioprina, ciclofosfamida, imunobiológicos, entre outros.

Na presença de algum sintoma procure uma avaliação com o seu reumatologista.

Fenômeno de Raynaud

Presente em até 15% da população geral, é um distúrbio muito mais comum em regiões frias como é aqui na região Sul do país. Nessa época do ano é comum o seu aparecimento e o surgimento de dúvidas em relação a tal fenômeno.

Descrito inicialmente em 1862, o Fenômeno de Raynaud primário é caracterizado por uma resposta reversível de vasoespasmos em extremidades do corpo, desencadeado pelo frio ou estresse físico/emocional. É percebido por alteração na coloração, principalmente em mãos, sendo representado por 3 fases de mudança de cor (cianótica, palidez, hiperemia), sendo a fase branca a mais característica.

Não necessariamente representa algo patológico, podendo muitas vezes representar apenas uma resposta exagerada ao frio/estresse.

Todos os pacientes com tal fenômeno merecem uma avaliação, uma vez que doenças reumáticas podem apresentar o Raynaud como uma primeira manifestação ou uma manifestação comum. Dentre as doenças associadas, destacam-se a esclerose sistêmica (presente em até 95% dos pacientes), lúpus eritematoso sistêmico, doença mista do tecido conjuntivo, artrite reumatoide, Síndrome de Sjogren, vasculites, dentre outras. Pode ainda ser uma manifestação de outras doenças sistêmicas (como por exemplo o hipotireoidismo) ou até mesmo ser secundária ao uso de algumas medicações de uso comum da população geral.

Nem todos os pacientes necessitam de medicamentos para o tratamento. Em alguns casos, a cessação do tabagismo, a prevenção de eventos desencadeantes, e alguns cuidados com aquecimento do corpo podem ser suficientes. Porém, há uma parcela dos pacientes que necessita seguimento e tratamento medicamentoso para melhor alívio dos sintomas e prevenção de complicações.

Fibromialgia

A fibromialgia é sabidamente uma das enfermidades reumatológicas mais frequentes. Na maioria dos casos o sintoma predominante é a dor generalizada, podendo vir acompanhada principalmente de fadiga/cansaço, distúrbios do sono e distúrbios do humor.

Acomete 9 mulheres para cada homem. Raramente está presente em crianças e idosos, sendo a maioria dos casos encontrando-se próximo dos 40 anos de idade.

A dor geralmente é de moderada à forte intensidade, podendo ter importante repercussão nas tarefas diárias ou até mesmo ser referida como incapacitante. Comumente associam-se características de distúrbios do humor, como irritabilidade, depressão, ansiedade generalizada, dificuldade de concentração, transtornos de personalidades e fobias. Ainda, podem ocorrer sintomas menos específicos, como sensação de formigamento pelo corpo, sensação de inchaço difuso, dores de cabeça, alterações do hábito intestinal ou urinário, entre outros.

Os estudos são unânimes em citar os benefícios da atividade aeróbica como uma das melhores alternativas para controle dos sintomas. Entretanto, em alguns casos é necessário o uso de medicamentos para controle da dor, ou mesmo uso de terapias alternativas como terapia cognitiva-comportamental, acupuntura, fisioterapia, etc.

Na presença de dor incapacitante ou sintomas semelhantes aos descritos procure o seu reumatologista para melhor informação e investigação do quadro.

Gota

A gota é uma forma de artrite por cristais, geralmente de uma ou poucas articulações, que surge como dor, calor, inchaço e rigidez da articulação acometida. É causada pelo acúmulo de ácido úrico diretamente dentro da articulação, associada a uma resposta dos mecanismos de defesa contra a presença do cristal de urato. Os distúrbios para acúmulos do ácido úrico estão na produção excessiva desta substância, na dificuldade de excreção (principalmente renal) e na dieta com alta ingestão de purinas. Através da dieta, os principais vilões desencadeantes da crise são a ingestão excessiva de álcool, frutos do mar, alguns legumes (feijão, soja, ervilha), além de carnes em geral.

Apesar de poder ocorrer em diversas idades, na maioria dos casos são homens na faixa dos 40 a 50 anos. Não é raro o acometimento também de mulheres, principalmente em período pós-menopausa.

O paciente queixa-se de início rápido da dor, geralmente à noite, muitas vezes intensa a ponto de não suportar o peso da roupa ou lençol sobre a articulação. Após cerca de 2 semanas pode ocorrer uma regressão dos sintomas, seguido por um período assintomático. Porém, a história natural da doença nos mostra que provavelmente novos episódios aparecerão, caso o paciente não seja tratado.

Durante as crises, diversas articulações podem ser acometidas, porém as mais comuns são: base do 1º dedo do pé, médio-pé, tornozelos, joelhos, cotovelos e mãos.

O paciente com gota pode ainda apresentar depósitos de cristais de ácido úrico na região do subcutâneo (chamados “Tofos”), aparecendo como substância branco-amarelada geralmente em locais de trauma, como cotovelos, ponta dos dedos, palma das mãos, ponta dos pés.

Importante relatar que os pacientes portadores de gota comumente se apresentam acima do peso, hipertensos, diabéticos e/ou com colesterol/triglicerídeos alterados, o que, no contexto de elevação do ácido úrico, eleva ainda mais o risco de doenças cardiovasculares.

O médico reumatologista é o especialista neste tipo de acometimento, estando preparado para utilizar as terapias habituais e as novas perspectivas terapêuticas que vem sem criadas.

Lúpus Eritematoso Sistêmico

Lúpus é uma doença inflamatória crônica, de origem autoimune, que predomina no sexo feminino, na sua maioria jovens, e que pode acometer a pele somente (chamado lúpus cutâneo) ou associar-se ao acometimento sistêmico, sendo o sistema musculoesquelético, rim, pulmão, coração, sistema nervoso central, serosas, estômago e intestino alguns dos alvos da doença. Sua apresentação é classicamente caracterizada por períodos de exacerbação intercalados com períodos de remissão dos sintomas. Alguns sintomas gerais são febre, manchas pela pele, fraqueza, emagrecimento, falta de ar, inchaço pelo corpo, dores nas articulações, entre outros. Estima-se que no Brasil a sua incidência seja de 1 a cada 1.700 mulheres, e que possa estar aumentando.

A origem da doença é provavelmente multifatorial, uma vez que se conhece fatores genéticos, ambientais, hormonais como possíveis causadores. Porém, para início do desenvolvimento da doença é necessário um “gatilho”, muitas vezes representado por alguma exposição ambiental, infecção viral, tabagismo, uso de medicamentos, etc. A partir do fator desencadeante temos um desequilíbrio imunológico, onde as células de defesa começam a produzir anticorpos contra algumas proteínas próprias do corpo, levando à inflamação descontrolada em qualquer um dos órgãos acometidos. Entretanto, o grau de acometimento é bastante variável, podendo alguns pacientes apresentar unicamente um acometimento leve da pele, ou até mesmo levar a complicações graves de alguns órgãos.

As lesões cutâneas são os sintomas mais comuns, presentes em até 80% dos pacientes em algum momento da doença. Dentre elas, a hiperemia na região malar e dorso do nariz, dando um aspecto de “asa de borboleta” é a lesão mais característica.

Ainda, acometimento hematológico no paciente com lúpus também é relativamente comum, bem como o acometimento renal.

O tratamento depende do tipo de manifestação da doença, dentre outros fatores. Dentre algumas medidas a serem tomadas, destacam-se o uso de protetor solar, cessação do tabagismo, prática de atividade física regular, uso de medicamentos como corticoide e/ou outros imunossupressores.

O acompanhamento médico é importante em qualquer fase da doença para se alcançar a remissão da doença, sendo o médico reumatologista o especialista para o seu tratamento.

Osteoporose

A osteoporose é uma desordem esquelética que tem como principal característica a perda de resistência e desestruturação óssea, predispondo ao aumento do risco de fraturas. Suas causas principais são o próprio envelhecimento, ou pode ser secundária à algum fator que acelere a perda óssea, como por exemplo a deficiência de Vitamina D, menopausa, sedentarismo, tabagismo ou etilismo, má nutrição, insuficiência renal crônica ou uso de medicações como anticonvulsivantes ou corticoide. Alguns fatores genéticos também tem influência sobre o pico de massa óssea e o risco de osteoporose na idade adulta.

A importância da doença é representada pelo número de casos no mundo, sendo a maior doença do esqueleto quando olhamos para números absolutos.

Também chamada de “epidemia silenciosa”, o diagnóstico muitas vezes só é feito na ocasião de alguma fratura. Porém, atualmente a utilização da Densitometria Óssea associada à análise de fatores clínicas nos leva ao diagnóstico de maneira mais precisa e precoce.

A densitometria óssea está indicada para todas as mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 anos, mulheres pré-menopausa ou homens entre 50 e 70 anos na presença de fratura ou de outros fatores de risco.

O tratamento da osteoporose objetiva diminuir o risco das fraturas e suas complicações, como por exemplo a necessidade de cirurgia ortopédica de urgência, perda de funcionalidade, risco de infecções, e todas as complicações que uma fratura pode ocasionar.

O médico reumatologista é especialista no uso de terapia padrão e tratamento de casos refratários de fraturas por osteoporose. Portanto, na presença de fatores de risco ou na suspeita da doença já instalada, procure o seu médico reumatologista e informe-se melhor sobre a doença e seu tratamento.

Polimialgia Reumática

A polimialgia reumática é uma doença inflamatória crônica, relativamente comum, que afeta pessoas acima dos 50 anos, com pico de incidência entre 70 e 80 anos. Os pacientes queixam-se de rigidez, sensação de fraqueza, e em alguns casos dor, principalmente na região de quadril, ombros e cervical.

Os pacientes relatam dificuldade para realizar tarefas que necessitem elevação dos braços, como arrumar-se, estender roupa, pentear-se, e/ou dificuldade para realizar tarefas que demandem força com a região do quadril como levantar-se de uma cadeira ou até mesmo da cama ao acordar. O período da manhã geralmente é o de maior dificuldade, representado por rigidez matinal da região do ombro e do quadril.

Sintomas inespecíficos como febre, mal-estar e perda de peso afetam alguns dos pacientes de polimialgia reumática, porém podem representar a presença de uma outra doença de origem semelhante, a arterite de células gigantes. Nestes pacientes é comum a presença dos mesmos sintomas de fraqueza proximal, além de dor de cabeça de início recente e até perda da visão.

O diagnóstico da doença é clínico. Porém, a utilização de exames laboratoriais, como níveis elevados de PCR e VHS, geralmente auxiliam. Ainda, a utilização da ultrassonografia de ombro e região trocantérica também pode contribuir para o diagnóstico final.

O tratamento da doença é feito a base de corticoides, com uma ótima resposta dos sintomas. O uso de alguns imunossupressores ou até de medicação biológica também pode ser utilizado na tentativa de poupar o uso do corticoide a longo prazo.

Na presença de sintomas semelhantes ou dúvida sobre a doença e sobre o seu tratamento, procure o seu médico reumatologista.

Síndrome Antifosfolípide – SAF

A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é uma doença relativamente nova, com sua primeira descrição feita em 1983. Ela faz parte do grupo das trombofilias, uma alteração sanguínea na qual o paciente apresenta facilidade de desenvolver tromboses. É conhecida como a trombofilia adquirida mais comum da prática clínica.

Nos pacientes acometidos encontramos geralmente uma produção elevada de anticorpos específicos, além da presença de outra alteração de coagulação, chamada “anticoagulante lúpico”. Este teste foi assim chamado por ter sido reconhecido inicialmente em pacientes com lúpus (aliás, esta associação não é rara!).

Além dos quadros de tromboses venosas ou arteriais, não é incomum encontrarmos mulheres portadoras da doença que se apresentem com abortos de repetição ou pré-eclâmpsia grave, além de partos prematuros em função de complicações gestacionais da doença.

A SAF também pode levar ao baixo número de plaquetas, presença de alterações de pele (livedo reticular) ou até mesmo lesões cardíacas e neurológicas.

A pesquisa de anticorpos anticardiolipinas e do anticoagulante lúpico pode ser um indicativo, porém isoladamente e em baixos títulos não significa doença. É necessário um contexto clínico para melhor avaliação dos resultados.

Síndrome de Sjögren

É uma doença também de origem auto-imune, que apresenta como principal característica o envolvimento inflamatório de algumas glândulas do corpo, provocando principalmente boca seca, olho seco e pele seca.

Apresenta uma prevalência relativamente alta e acredita-se que há muitos casos sem o diagnóstico. A estimativa é que acima dos 70 anos acometa cerca de 3,5% da população.

Assim como algumas outras doenças auto-imunes, acomete mais mulheres que homens, numa proporção de 9:1, ocorrendo principalmente entre os 40 e 50 anos de idade.

A Síndrome de Sjögren pode ocorrer isoladamente (Síndrome de Sjögren Primária) ou comumente acompanha-se de outra doença auto-imune, como é o caso da associação com artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico ou tireoidite de Hashimoto.

Um grupo de pacientes apresenta manifestações extra-glandulares, com envolvimento pulmonar, do Sistema Nervoso Periférico, musculo-esquelético ou renal. Ainda, em um espectro de pacientes parece haver uma suscetibilidade maior à doença neoplásicas, especialmente o linfoma.

Para o diagnóstico é realizada a pesquisa dos anticorpos característicos associado a um comprovado acometimento glandular (seja por testes indiretos de secura ocular ou salivar) ou seja por biópsia da glândula salivar.

O tratamento visa o controle dos sintomas de secura, além de objetivar uma diminuição do processo inflamatório sistêmico e uma monitorização de possíveis complicações. Em casos mais graves é necessária a utilização de drogas imunossupressoras mais potentes, a depender do órgão acometido.

Na dúvida sobre esses sintomas e o diagnóstico de Síndrome de Sjögren, converse com o seu reumatologista.

Procedimentos

Capilaroscopia

Capilaroscopia

A capilaroscopia é uma ferramenta segura, não invasiva, utilizada para estudo da microcirculação periférica. O exame é realizado sob a luz de um estereomicroscópio, com análise da microcirculação de vasos presentes nos capilares do leito das unhas.

Infiltração de Partes Moles

Infiltração de Partes Moles

As infiltrações de partes moles consistem no tratamento localizado de algumas inflamações, através da injeção de corticoide associado a anestésico, diretamente próximo ao local da inflamação, objetivando o alívio da dor e do inchaço.

Infiltração Articular

Infiltração Articular

Neste procedimento é realizada a infiltração de anestésico, seguida da tentativa de retirada de líquido inflamatório que estiver dentro da articulação, para então a colocação de medicação anti-inflamatória específica.

Biópsia

Biópsias

Dr. Alessandro teve durante sua formação em reumatologia a prática para a realização de biópsia de glândula salivar, além de capacitação para realização de biópsia de tecido gorduroso utilizada na investigação de amiloidose.

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